sábado, 31 de janeiro de 2009

Teimosia

Só quando a vida pára
E o tempo se distrai
Do momento que vai
Do grito ouvido ao vidro estilhaçado

É que eu paro ao teu lado e nós trocamos
Vidas perdidas por horas roubadas

(...)

A sorte não dá para todos
Mas não escolhe a quem falta
De um lado tem maré alta
Do outro praia de fora

(...)

Entre o grito e o estilhaço
Cabe outra vida na vida
Outro mundo entre meus braços

Que teimosia
Nada nos une, tudo nos separa

(Trecho da música "Teimosia", do grupo Casuarina)
Cansado e sozinho vaguei na multidão. Entre os semelhantes, alguns sorrisos, cumprimentos e papos.
É meio dia e um grupo pessoas caminha pela alameda.
Estas se misturam a mais outro grupo que se encontram (e se esbarram) na praça 09 de Novembro.
Jovens, crianças, idosos, casais, hippies, células, átomos.
Se encontram, se entreolham, observam as divergências em suas vestimentas, em seus andares.
Alguns olhares são camuflados em lentes escuras; outros ignoram a presença dos outros através do celular ou do mp3.
Não procurei imaginar nada, tampouco me prendi em pensamentos.
Uma multidão que se isola; vivem apenas no mero espaço particular.
A linha imaginária que se cria nada mais é para proteger a sua existência daqueles que respiram do mesmo ar.
E até o terminal se dirigiu o indivíduo que se perdera na multidão, buscando um momento de solidão.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A maravilhosa arte da Prolixidade e a instantaneidade de Dercy


Passagem etérea...

...confesso-me estarrecida com tamanha prolixidade de certos autores sagazes que bem sabem fazer uso dos vocábulos e seus pressupostos, a fim de dar ênfase ou somente conseguir incrementar a postulação de um texto longo e enfadonho!

Não tive a paciência necessária à uma prolixa veemente, de ler e tentar captar as mensagens subliminares ou mesmo as explícitas em tantos longos posts escritos e lançados ao meu olhar crítico, mas adentrei no interessante e hilário concurso, tendo em vista que ultimamente tenho pecado quanto à leitura de bons e inenarráveis compêndios de sabedoria, usando meu tempo em pequenos prazeres passageiros que se costuma acreditar imcrementam as tão esperadas férias ... assim, não tenho lançado mão de boas leituras, o que restringe sobremaneira meu parco vocabulário e, por isso, estou, no momento, tendo que refletir muito para não fazer algo medonho como socorrer-me num Aurélio ou, quiçá, plagiar dignos pensadores que, mesmo nas férias, deixaram seus manuscritos em forma de grossa reunião de folhas ou cadernos, cosidos ou por qualquer outra forma presos por um dos lados, e enfeixados ou montados em capa flexível ou rígida, obras literárias, científicas ou artísticas que compõe, em regra, um volume, bem visíveis em suas cabeceiras noturnas..

É de muitíssimo bom grado que engajo-me nesse projeto, não sem antes prestar minha homenagem à mente brilhante que concretizou tal intento, já que a concisão abre espaço na contemporaneidade, tendo em vista que paulatinamente os homens tê-se desvencilhado dos bons e interessantes vocábulos, dando-lhes a pejorativa alcunha de "arcaicos"...

Acho que arcaísmos são as mentes envelhecidas que não primam um bom texto, milimetricamente elaborado, com sobrecargas de metaforismos e dualidade que impôe ao bom leitor, desvendar o que há por trás das meras palavras lançadas ao papel.

Ser prolixo é inspirador, uma vez que tantas coisas cabem num texto que fica difícil aceitar que a concisão consiga passar ao leitor tudo o que povoou a mente mirabolante do bom autor, que pode fazer uso do descricionismo para, por exemplo, pintar o paisagismo que lhe vai na alma.

Por que deixar as palavras engavetadas a sete, ou quem sabe, talvez, dez chaves? Tiremo-las dos baús em que se encontram, para que a arte da prolixidade seja perpetuada por nosass teclas, por nossos pincéis e pelas mentes brilhantes dos verdadeiros e excêntricos prolixos!

(Carol)

De surtar, né? passei pela mesma experiência, logo tive que partilhar este momento com meus dignissimos leitores u_u hauhauhauah

À nós, bons entendedores que acreditam que meia palavra basta, e que por vez ou outra somos bombardeados pela necessidade que outro possui em divulgar suas célebres capacidades pseudo intelectuais.

Como diz a santa Dercy Gonçalves:

"Eu não falo palavrão; só mando tomar no cu"

Linda ela...





quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

"Adoro ornar o adro dela
ode no altar de ouro
toda hora curtindo o andor
deusa do meu som
ardor sem dor
é esse ar que Santa Cecília dá
aurora pra ti, meu amor
Dorival e o mar
Luz em flor
Jardim de Alah
Vai virar um belo dia"

Saramago e a Cegueira

-O medo cega... são palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos.

-Alguns irão odiar-te por veres, não creias que a cegueira nos tornou melhores, Também não nos tornou piores.

-A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança.

-Mas quando a aflição aperta, quando o corpo se nos desmanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos.

-Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.

-É que vocês não sabem, não o podem saber, o que é ter olhos num mundo de cegos.


Trailer do Filme Ensaio Sobre a Cegueira (chorei no fim, prontofalei ¬¬)


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

No som do bolero dancei
Uma dança lânguida que acompanhava a morte das estrelas
Enquanto danço aquele bêbado da esquina ri de mim
Uma risada compulsiva, louca
Porém livre
E nessa dança, nesse rodopio, movido ao efeito do álcool
Lembrando de ti, nesta serena noite
Tropeço e, ao cair,
Me aconchego em seu perfume.

(Alexandre Alves, numa noite sóbria de janeiro)



O amor acompanhado de uma fragilizada frustração são misturados aos retalhos de cetim que Benito de Paula joga em sua canção.

Retalhos de Cetim

Composição: Benito di Paula

Ensaiei meu samba o ano inteiro,
Comprei surdo e tamborim.
Gastei tudo em fantasia,
Era só o que eu queria.
E ela jurou desfilar pra mim,
Minha escola estava tão bonita.
Era tudo o que eu queria ver,
Em retalhos de cetim.
Eu dormi o ano inteiro,
E ela jurou desfilar pra mim.
Mas chegou o carnaval,
E ela não desfilou,
Eu chorei na avenida, eu chorei.
Não pensei que mentia a cabrocha,que eu tanto amei.

Casuarina - Retalhos de Cetim


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


Ontem um amigo leu alguns textos do meu blog e me perguntou o por quê que não postar coisas do meu dia a dia... Errr, então tá:

Segunda-Feira, 26 de janeiro de 2009 (puta merda, pra que a data se o blog faz questão de registrá-la?)

>Bom, mais uma vez acordo e percebo que estou vivo, experiência clichê, mais uma que futiliza o fato de viver...

>Lânguidamente vou ao banheiro e tomo banho; enquanto a água cai em meu corpo, inicio um roteiro de pensamentos acerca da limpeza da alma (e ela continua meio que sujinha).

>Tomo café, normal, mas ainda continuo com fome. Como mais dois pães e constato que realmente não engordo de "ruindade".

>Me frustro com o fato de que aquele céu azul que aparecera no céu covardemente deu lugar ao céu negro e sua chuva mórbida (sou o único ser que odeia o barulho da chuva?)

>Me arrumo e inicio minhas atividades, dentre elas minha batalha em interagir com alguns seres interagíveis, mas tudo bem, pois me ensinaram que o mundo é sociável e que um sorriso te livra de tormentos (sei rir quando não quero)

[hã? é pra continuar?]

Bem, conversei com alguns amigos, fiquei em casa num estágio como domestico, pois minha mãe está em sua fase de turista (vida boa, fato)...
Finalizo dizendo que meu dia ainda não acabou, mas sei que amanhã terei algumas situações semelhantes. Velha rotina...

(Pronto Zé, aguardo seu desejo de me empalar depois dessa kkkkkkkkkkkk)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Dei as mão à palmatória,
para esconder os estigmas que nelas se encontram ...



Alturas de Macchu Picchu
Suba o nascer comigo, irmão
Dê-me a mão desde a profunda
zona de tua dor disseminada.

Não voltarás do fundo das pedras.
Não voltarás do tempo subterrâneo.
Não voltará tua voz endurecida
Não voltarão teus olhos furados.

Olhe-me do fundo da terra,
lavrador, tecelão, pastor calado:
domador de lhamas tutelares:
pedreiro de andaime desafiado:

Ajudante dos pavores andinos:
Joalheiro dos dedos machucados:
Agricultor trepidando na semente:
Oleiro em teu barro derramado:

Traga o cálice desta nova vida
Vossas velhas dores enterradas
Mostra-me vosso sangue e vosso sulco
diga-me: aqui fui castigado,

porque a jóia não brilhou ou a terra
não entregou a tempo a pedra ou o grão
assinala-me a pedra em que caístes
e a madeira em que o crucificaram,

inflama-me as velhas pedras,
as velhas lâmpadas, a violenta chibata
através de séculos nas chagas
e os castiçais de brilho ensangüentado

Eu venho falar por vossa boca morta.
Através da terra junte todos
os silenciosos lábios derramados
e do fundo fale-me toda esta longa noite

como se eu estivesse com vós ancorado
conte-me tudo, pouco a pouco,
dado a dado, passo a passo.

Afie as lâminas que guardastes,
coloque-as em meu peito e em minha mão,
como um rio de raios amarelos,
como um rio de tigres enterrados,

e deixe-me chorar, horas, dias, anos,
idades alucinadas, séculos estrelares.
Dê-me o silêncio, a água, a esperança.
Dê-me a luta, os ferros, os vulcões.

Grude os corpos como ímãs.
Ajude meu corpo e a minha boca.
Fale por minhas palavras e por meu sangue.

Pablo Neruda

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Me Adaptar?

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!

Irreconhecívelmente realista, Nando Reis compõe esta canção. Compatibiliza com todo aquele que perde partes de si durante o seu cotidiano. Compatibiliza também com aqueles, cuja necessidade de interagir é tão grande, que entrega ao outro a sua forma, desconhecendo- a mais tarde. Na perda, o leve toque proporciona uma estranheza ("Até que ponto eu deixei isso acontecer?"); a barba neste aspecto não são para os esclarecidos.
E a adaptação? É capaz de aceitar no momento de redescobrimento do eu?

Abaixo disponibilizo Nando Reis com participação de Arnaldo Antunes. Genialidade e sensibilidade existiu neste momento.




domingo, 16 de novembro de 2008

Entre o ser, o fazer. e o ser.

O Nome.
Este é o único símbolo de valor que o homem possui.
No entanto, para que este se concretize como algo valioso, é necessário estar vinculado com o que faço; com meus comportamentos.

Nesses dias na padaria presenciei um diálogo entre duas mulheres:
- Estava conversando com Alice no ônibus. Ela parecia abatida...
- Alice?! Quem é? Não conheço mais gorda.
- Nossa, você não se lembra? Ela estudou com a gente. É aquela que se atirava para os garotos na porta do colégio.
- Aaaah, agora me lembro... Não valia nada; e hoje é mãe né?

Eu sou meu nome.

Também sou aquilo que faço... Sou aquilo que faço?!

Carregamos em nosso nome um referencial... Todas as formas de vida carregam um referencial. As localizações de nossa cidade, carregam um referencial também. Eu não sei muitos nomes de ruas do centro da cidade, logo me baseio nas referências: um prédio, ou uma arvore, etc.

O nome não tem valor em si só. Eu me chamo Alexandre; há muitos Alexandre por aí. Não sou original até o momento em que meu referencial se sincroniza com o que sou. Alguns podem vangloriar o fato de ser Alexandre. Outros podem sujá-lo a ponto de meu nome ser equivalente a uma palavra obscena. Os atos expandem o nome; ele pode sujar qualquer nome que você tivesse. Seus documentos de identificação não são nada diante de seu ego. O nome nada mais é que um código identificador. Mas seus atos são o referencial para preencher o ambiente vazio; seu vaso acumulador de pensamentos; a escotilha de entrada para o ser; o trono da alma.

Mas sou aquilo que faço?
Entre o ser e o que aparento ser, o indivíduo continua a moldar seu nome à sua imagem e semelhança.





A ânsia de voltar ao Éden.
















Depois da bebida

E quando eu adormeço
Os objetos em minha casa se movem lentamente ao meu lado
E murmuram nomes secretos
Os nomes que geralmente escondem.
E quando desperto tento anotar estes nomes
Mas nomes reais são como areia
Que escorrem das minhas mãos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Cianureto, Amigos e Felicidade xD


Racho de rir toda vez que vejo esse desenho que fiz, retratando os seres insanos com os quais convivi por quase um ano, e que consegui suportar (kkkkk).
Amizade é um laço embaraçoso. Durante este tempo tentamos desembaraçar, mas alguns acabam se enrolando mais ainda kkkkk
Vleu, os caaara! xD

(imagem, da esquerda pra direita: André, Leonardo, Roberto, Renato e eu)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Incondicional Amor





Incondicional: a única palavra em mente.














Bati os olhos no perfil do orkut de Leisis
e deparei-me com essa obra de arte totalmente
livre. Não precisaram ensair uma pose, tampouco
o beijo dele e a gratidão dela. O amor entre eles
fluiram de tal jeito que comoveu a todos que contemplaram
esta imagem.
Precisa encontrar mais palavras? Não, não é tão incompreensivel.
Basta amar aquela que te gerou.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Novembro de 2008

Nesses dias de calor, desejo inumanamente por um momento de chuva.

Bom, eu preferia um mês de inverno, impossível desejar algo que já foi contemplado no ciclo das estações do ano. Até as estações tem suas regras e cada uma tem seu momento de aparecer ao mundo... Talvez seja isso que atormenta nós, humanos.

Assim como a vontade de chover, desejo que uma calmaria tomasse conta de mim; poxa, logo agora que me sinto melhor fisicamente, vem a agonia mental; agonia esta que traz consigo um turbilhão de coisas: resumos a entregar, eventos da universidade, emprego, grana (maldito dinheiro que prende a liberdade), alguém, ninguém, apenas eu, uma companhia, uma boa cerveja, uma limonada... a importância se une com a trivialidade e revela uma pancada de calor.
Ei, cadê aquela sombra que estava aqui?

Ouço músicas que lembram um momento bom... naquele dia estava nublado. Foi numa estação boa e, por mais que eu diga que hoje estou "de boa", me pego lembrando daquilo que passou.

Recebo uma ligação de um amigo que diz onde diz que a previsão do tempo aponta uma chuva legal nos próximos dias.

Prefiro viver o presente, o futuro ao caos pertence.



segunda-feira, 3 de novembro de 2008


Carregando pedras dentro de mim, contemplei o amor que duvidava de pessoas para comigo. Sentimento brega, mas achei nobre da parte deles e me considerei insensato.


O que são sentimentos? Sinto a necessidade de acreditar que eles só possuem valores nos momentos em que são revelados; melhor dizendo: sentia, uma vez que comecei a aceitar as necessidades de escondê-los, por mais bonitos que sejam. Há pessoas que costumam esconder suas coisas mais valiosas em lugares secretos, talvez seja isso que alguns fazem com aquilo que sentem pelos outros. Eu sou assim tambem (risos)... escondo os bons sentimentos; uma crença egoísta? Não, uma necessidade humana. Somente isso.


Aprendi a tornar minha a felicidade dos outros; a felicidade daqueles que estimo me nutre de forma homeopática. Com alguns, desejaria compartilhar de maior forma os estados satisfatórios; no entanto, a visão externa é mais abrangente e nem tudo o que desejo alcanço, mesmo quando tenho a oportunidade de possuí-lo. A mulher, cuja alma repolsa dentro de mentes inquietas, remói a idéia de uma "felicidade clandestina". Logo, bem- aventurados aqueles que, clandestinamente, degustam da felicidade dos outros.

sábado, 1 de novembro de 2008

Oxente mai gódi...


Ontem, 31 de Outubro...
Abrasileiramos mais uma festa norte americana: O Halloween... De mim se está digitado da maneira certa, poderia dizer Reloin, ou Riluin... tanto faz. Até o nome pegamos, sem trazer a uma tradução portuguesa.
Qual é a razão de um sistema globalizado? Elos entre as culturas, rompimentos com os muros que separam países e grupos étnicos? Ou, sinceramente, seria um descaso às origens e receber de braços abertos costumes alheios, divulgados em cinemas e outras formas vinculadas à mídia?

Quem (realmente) é você?


Monólogo de Rei Ayanami, extraído do animê Neon Genesis Evangelion, no episódio "Seele, um lugar para a alma".


Montanhas, pesadas são as montanhas
Azul, céu azul
Algo que os olhos não vêem.
Algo que se pode ver.
O sol, algo que é único.
Água, algo que é agradável.
(...)
Flores, tantas iguais, tantas sem razão de ser.
Céu.
Vermelho.
Céu vermelho.
A cor vermelha, cor que eu odeio
O líquido flui.
Sangue.

Um cheiro de sangue

Uma mulher que nunca sangra.
Da terra vermelha vêm os humanos.
Humanos feitos por homem e mulher.
Cidade.
Uma criação humana.
(...)
O que são os humanos?

São criações de Deus?
Humanos são aqueles criados por humanos.

Isto é o que é meu:

Minha vida, meu coração.
Sou o vaso de meus pensamentos.
A escotilha de entrada, o trono da alma.

Quem é esta?
Esta sou eu.
Quem sou eu?
O que sou eu?
O que sou eu?
O que sou eu?
O que sou eu?
Eu sou eu.
Esse objeto sou eu
Isto que forma sou eu.
Esse é o ser que pode ser visto.
E ainda assim sente que não sou eu.
Uma sensação estranha.

Parece que meu corpo se derrete

Não posso mais me ver.

Minha forma desaparece de vista.
Aparece alguém que não sou eu.

Quem está aí?
(...)

Alguém que eu conheço?
(...)
Quem esta aí?
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

And the Oscar goes to ...





Recebi este selo do companheiro Erich, autor do blog www.algunstrintaanos.blogspot.com
Agradeço por me escolher como uma alternativa de leitura entre tantos outros blogs. Aproveito tambem para indicar outros autores que merecem esta forma de gratidão:

http://www.cledsonmiranda.blogspot.com
http://www.crisvounessa.blogspot.com
http://www.textosaovento.blogspot.com
http://www.diadaboamorte.blogspot.com
http://bondedopensamento.blogspot.com



Copiem a imagem e colem. Obrigado pelas partilhas ;-`

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Bate papo em Paquetá

Ah, se eu aguento ouvir
Outro não, quem sabe um talvez
Ou um sim
Eu mereço enfim.

É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns, dos afins, pense bem
Ou não pense assim

Eu zanguei numa cisma, eu sei
Tanta birra é pirraça e só
Que essa teima era eu não vi
E hesitei, fiz o pior
Do amor amuleto que eu fiz
Deixei por aí
Descuidei dele, quase larguei
Quis deixar cair



Mas não deixei
Peguei no ar
E hoje eu sei
Sem você sou pá furada.

Ai! não me deixe aqui
O sereno dói
Eu sei, me perdi
Mas ei, só me acho em ti.

Que desfeita, intriga, uó!
Um capricho essa rixa; e mal
Do imbróglio que quiproquó
E disso, bem, fez-se esse nó.

E desse engodo eu vi luzir
De longe o teu farol
Minha ilha perdida é aí
O meu pôr do sol.

Seele

Se os olhos são a janela da alma, então a mágoa é a sua porta. E enquanto estiver fechada, será a barreira entre o saber e o não saber. Fuja, e ela continuará fechada eternamente; mas abra e a atravesse. E a dor se tornará verdadeira.

Agora eu tenho que encarar a luta pela minha própria sobrevivência que eu sempre soube que chegaria; estive me preparando pra isso a vida inteira.

Bom, de cada porta que se fechava, ela se encontrava ali. Então tive que dizer adeus para poder reconectar com o que era realmente importante. Com quem eu era e com o que eu tinha de ser.

Enfim, fiquei em paz, pois eu estou em paz.

Por enquanto...


Uma janela que reflete um espaço para a alma


domingo, 19 de outubro de 2008

Vomite o que deseja; grite! GRITE!!!


Se dói, por que não grita?
Se algo lhe incomoda, por que não berra um "Ai" ao mundo?

Os humanos acham que possuem a obrigação de sentir a dor; ah, por favor, não fomos criados pra isso. Buscamos a paz de espírito, o calor do outro, o outro eu no outro (Pra isso as interações com o outro?)...

Sim, tantos outros expressados aqui, propositadamente, pra enfatizar a adoração que temos diante do "outro", sendo que nada mais é senão uma busca pela adoração do "eu". Não encontrando o "eu", sentimos dor do abandono... do auto-abandono. Ah, merda, mas se dói, por que não grita, cacete?

Hein, por que não grita?! O grito abafa a dor, é uma expressão de raiva praquilo que lhe transmite a dor; é uma demonstração de força... Hã? O que? Gritar é para os fracos?

Continuo então, fingindo uma resistência àquilo que dói... Seria o nome deste blog uma farsa pra mim mesmo? Tudo bem, contanto que eu continue procurando o "eu" nos outros...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Katie Melua - Spider's Web




Deveríamos agir com vergonha ou deveríamos afugentar os momentos para longe?

Evaporar

Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr
Custa o que custar
Tempo a gente dá
Quanto a gente tem
Custa o que correr
Corre o que custar

O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar
Foi o que ganhei
E ando ainda atrás
Desse tempo ter
Pude não correr
Dele me encontrar

Ahh não se mexeu
Beija-flor no ar
O rio fica lá
A água é que correu
Chega na maré
Ele vira mar
Como se morrer
Fosse desaguar
Derramar no céu
Se purificar

Ahh deixa pra trás
Sais e minerais

Evaporar!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

"Percebo as sombras que a nuvem faz"...


...e não percebo as mudanças que elas trazem a mim.
A minha juventude vivida entre contrastes visuais e platônicos, se enraiza num contexto vulnerável perante as interações. Sim; as interações que abordam o eu, a forma que rege o eu, a casca que me cerca.
Como sombras, retratam uma aparência. Dizem que as sombras por si não existem: é necessário que a real forma esteja em frente da luz para que a sombra nasça. Mas eu a vejo; como é possível ver algo que não existe? Partindo de mim, como é possível encontrar coisas em mim se estas não existem? E se existem, onde estaria a luz para que a sua forma original se projetasse? Sim, e se existisse a luz, onde estaria a forma original para que, com o auxílio desta, manifestasse a sua sombra?

domingo, 28 de setembro de 2008

O Velho e o Moço


Composição: Rodrigo Amarante


Deixo tudo assim.

Não me importo em ver a idade em mim,

Ouço o que convém.

Eu gosto é do gasto.


Sei do incômodo e ela tem razão

Quando vem dizer que eu preciso sim

De todo o cuidado.


E se eu fosse o primeiro

A voltar pra mudar o que eu fiz.

Quem então agora eu seria?


Ahh tanto faz! E o que não foi não é,Eu sei que ainda vou voltar...

Mas, eu quem será?


Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim.

Eu digo o que condiz.

Eu gosto é do estrago.


Sei do escândalo e eles têm razão.

Quando vem dizer que eu não sei medir,

nem tempo e nem medo.


E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidiro que é bom pra mim?

Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é tambémo que eu escolhi ser aceito a condição.


Vou levando assim.Que o acaso é amigo do meu coração

Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...

domingo, 21 de setembro de 2008

Tradição Nordestina

Sabiá

Composição: Luiz Gonzaga / Zé Dantas

A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)

Tu que anda pelo mundo (Sabiá)
Tu que tanto já voou (Sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (Sabiá)
Alivia minha dor (Sabiá)

Tem pena d'eu (Sabiá)
Diz por favor (Sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (Sabiá)
Onde anda o meu amor
Sábia...

Depoimento e música na voz do grupo:

terça-feira, 16 de setembro de 2008

As 4 Paredes de Marisa que vi e ouvi hoje

Quatro Paredes

Marisa Monte

Eu só não te convido pra dançar
Porque eu quero encontrar com você em particular
Há tempos tento encontrar um bom momento
Alguma ocasião propícia
Pra que eu possa pegar sua mão, olhar nos olhos teus
Seria bom, quatro paredes, eu, você e Deus

Procuro explicar o meu sentimento
E só consigo encontrar
Palavras que não existem no dicionário
Você podia entender meu vocabulário
Decifrar meus sinais, seria bom

Eu só não te convido pra dançar
Porque o assunto que eu quero contigo é em particular
Há tempos tento encontrar um bom momento
Alguma ocasião propícia
Pra que eu possa pegar sua mão, olhar nos olhos teus
Seria bom, quatro paredes, eu, você e Deus

Procuro explicar o meu sentimento
E só consigo encontrar
Palavras que não existem no dicionário
Você podia entender meu vocabulário
Decifrar meus sinais, seria bom

domingo, 14 de setembro de 2008

Liberdade, Interação e Liberdade


Mais uma vez ouvindo o album solo de Marcelo Camelo, me deparei com uma música em que ele faz parceria com Dominguinhos, cujo nome soa algo, digamos, utópico (ao menos nos meus pontos de vista acerca da vida): "Liberdade". Caiu como uma luva, logo num domingo em que tive a liberdade de passar com amigos em volta de uma mesa de sinuca, porém ainda não vinha no paladar o sabor de liberdade, aquela que possui tantas definições quanto às pessoas que opinam sobre ela. Talvez a liberdade esteja aberta ao íntimo humano. Não sei... vai saber, tanto faz... Abaixo, a letra da música:

Liberdade Marcelo Camelo

Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não
Eu vivo a vida na ilusão

Entre o chão e os ares
Vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que já sou
Mesmo sem me libertar eu vou

É Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro

De que vale ser aqui
De que vale ser aqui
Onde a vida é de sonhar?
Liberdade



Voltando ao domingo... havia interação em torno daquela mesa de sinuca. Eles pareciam felizes e descontraídos. Não joguei, pois não admito pagar micos além dos que o acaso me proporciona (risos); porém, sentado na mesa com uma garrafa de cerveja ao lado só pra mim, procurei me interagir com eles, e foi a gradável, de verdade. Registrando os momentos através de uma câmera, engraçado como reagiam à lente: nada formal, nenhuma pose séria; somente caretas, rrssss. Pra completar, acabei encontrando na internet uma animação japonesa que retrata um diálogo, o qual aborda temas como a liberdade e a necessidade (além de importância) de se interagir com os elementos externos, incluindo os humanos ("?"). Confiram, e espero contribuir em alguma coisa:

domingo, 7 de setembro de 2008


Marcelo Camelo consola seus fãs: chega o primeiro álbum solo do cantor e compositor hermânico, com dez faixas disponíveis na Internet para download. O "cara estranho" aparece com um semblante mais amadurecido, barba maior e pele queimada de sol. Apesar das mudanças físicas, ainda conserva a sensibilidade em sua voz e arranjos; os temas como cara estranho, morena, vento, solidão e mar ainda são existentes em suas letras.

Os outros componentes hermânicos dão espaço para o vanguardismo Hurtmold, contemplado nos arranjos das músicas “Mais tarde” e "Tudo passa".

As músicas do álbum "Sóu" (ou nós, lido na ordem inversa) podem ser encontradas neste link:
http://callback.terra.com.br/marcelocamelo/site/baixar.html

Confira a letra da música "Doce Solidão", interpretada numa voz e sentimentalismo próprio do Marcelo.

Posso estar só
Mas sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah nem, ah não, ah nem dá
Solidão foge que eu te encontro
Que eu já tenho asas
Isso lá é bom?!
Doce solidão

Doce Solidão - Marcelo Camelo :














sábado, 6 de setembro de 2008

O 05 de outubro e o discusso de Charlis Chaplin (O Grande Ditador)

"É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós.
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos. "

* O Grande Ditador.




sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pérolas do Enem


Bom, enquanto as perolas do Enem 2008 ainda estão em processo de análise (kkk) fiquemos com essas antigas para passar o tempo e viver aquela nostalgia da educação brasileira:

“…Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio….”

Comentário: Antes de ter inventado, ele respirava o que mesmo?

“… A harpa é uma asa que toca…”

Comentário: Imagine a definição para Trombone de Vara…

“… O vento é uma imensa quantidade de ar….”

Comentário: O sobrinho de 3 anos, de um amigo meu também pensava isso quando tinha 2.

“…O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas…”

Comentário: Logo….em terras cultivadas não se registram movimentos/tremores?!

“…Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor….”

Comentário: Uau! Nisso nem Von Daniken pensou!

“…Péricles foi o principal ditador da democracia grega….”

Comentário: Isso. E Stalin foi o principal seguidor de Mahatma Ghandi…

“…O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades….”

Comentário: Claro! Eliminem as ‘necessidades’ do terceiro mundo e os problemas desaparecerão!

“…O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d’água….”

Comentário: Sim, por isto o Petróleo é preto. Está de luto pela morte dos pobres peixinhos…

“…A principal função da raiz é se enterrar…”

Comentário: este pensamento deu origem à série de TV “A Sete Palmos”.

“… A igreja, ultimamente, vem perdendo muita clientela….”

Comentário: Mentira! Está ela cada vez mais rica!

“…O sol nos dá luz, calor e turistas….”

Comentário: Esse com certeza vive do Sol.

“…As aves tem na boca um dente chamado bico….”

Comentário: É, e os homens têm uma ‘arcada bicária’.

“…A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que realizar em um metro da unidade de tempo, no sentido contrário….”

Comentário: :(

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Por outro lado, acredito que seria mais interessante que esses comentários nas redações dos estudantes candidatos mantivessem um cunho analítico, com a finalidade de questionar se toda essa conversa que ouvimos e vemos acerca do "desenvolvimento educacional" no Brasil é verdadeira. Governantes, senhor presidente... Mande uma redação sua para que as pérolas deste ano sejam ricamente contempladas!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Just the way you are

I don't want clever conversation
Eu não quero uma conversa interessante

don't want to work that hard
Eu não quero trabalhar tão duro assim

I just want some someone to talk to
Eu só quero alguém para conversar

I want you just the way you are.
Eu te quero do jeito que você é



Clip da música, interpretado pela jazzista Diana Krall.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ei, qual é o seu nome?

Shadow não conseguia decidir se estava olhando para a lua do tamanho de uma moeda, a 30 centímetros de sua cabeça, ou se estava olhando para uma lua do tamanho do Oceano Pacífico, a milhares de quilômetros de distância. Nem se havia alguma diferença entre as duas idéias. Talvez tudo fosse uma questão de como encarar o assunto.
Ele olhou para o caminho bifurcado à sua frente.
- Que caminho devo escolher? Qual deles é seguro?
- Escolha um, e você não vai poder escolher o outro. Mas nenhum deles é seguro. Que caminho você percorreria... o das verdades duras ou o das boas mentiras?
- O das verdades. Eu já cheguei longe demais pra querer mais mentiras. Ele parecia triste.
- Você vai ter que pagar um preço, então.
- Eu pago. O preço que for.
- Seu nome - ela disse. - Seu nome verdadeiro. Vai ter que entregar pra mim.
- Como?
- Assim - ela disse.
Esticou uma das mãos em direção à sua cabeça. Ele sentiu seus dedos aca­riciarem sua pele, depois os sentiu penetrar seu corpo, sua caveira, sentiu-os entrando bem no fundo da cabeça. Sentiu cócegas dentro da cabeça e pela espi­nha. Ela tirou a mão. Uma chama, como a chama de uma vela, mas queimando com um branco de magnésio claro, cintilava na ponta do seu indicador.
- Isso aí é o meu nome? - ele perguntou. Ela fechou a mão, e a luz se apagou.
-Era.

*extraído do livro "Deuses Americanos", de Neil Gaiman.

Empatia por Sra. Lispector


Dá-me a tua mão


Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta.

De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.

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Dentro do ônibus tento acompanhar a mente de Clarice, mas ela vai sempre na frente; mesmo assim, ela me entende. São em alguns intervalos, entre aquilo que chamamos de realidade e idéia, que me pego pensando, sobre o que vêm a ser aquelas necessidades de pensar sobre um futuro próximo. Isso equivale ao silêncio que substitue a resposta.
Queria a resposta agora, desejava antes de digitar isso. Mas é tolice... que graça teria se as respostas estivessem prontas? O que seria do indivíduo, cuja existencia está alicerçada em especulações sobre a sua vida, se obtivesse interpretações pré-fabricadas?
Essa busca cega que Clarice relata, me faz lembrar do quanto busquei determinados princípios. Não, ainda não encontrei; se já, fui displicente e deixe escapar. Mas naqueles espaços que dividem os dois grãos de tempo, passado e futuro, existem aquele presente, onde vivo aquela inconstância momentânea.

sábado, 30 de agosto de 2008


Uma sensação agradável, como se a forma física estivesse se desintegrando e espalhando para preencher toda integridade da existência.

Complementação Humana. Caso exista uma nova forma de vida após a morte, é essa, para mim, a idéia mais aceitável...