domingo, 16 de novembro de 2008

Entre o ser, o fazer. e o ser.

O Nome.
Este é o único símbolo de valor que o homem possui.
No entanto, para que este se concretize como algo valioso, é necessário estar vinculado com o que faço; com meus comportamentos.

Nesses dias na padaria presenciei um diálogo entre duas mulheres:
- Estava conversando com Alice no ônibus. Ela parecia abatida...
- Alice?! Quem é? Não conheço mais gorda.
- Nossa, você não se lembra? Ela estudou com a gente. É aquela que se atirava para os garotos na porta do colégio.
- Aaaah, agora me lembro... Não valia nada; e hoje é mãe né?

Eu sou meu nome.

Também sou aquilo que faço... Sou aquilo que faço?!

Carregamos em nosso nome um referencial... Todas as formas de vida carregam um referencial. As localizações de nossa cidade, carregam um referencial também. Eu não sei muitos nomes de ruas do centro da cidade, logo me baseio nas referências: um prédio, ou uma arvore, etc.

O nome não tem valor em si só. Eu me chamo Alexandre; há muitos Alexandre por aí. Não sou original até o momento em que meu referencial se sincroniza com o que sou. Alguns podem vangloriar o fato de ser Alexandre. Outros podem sujá-lo a ponto de meu nome ser equivalente a uma palavra obscena. Os atos expandem o nome; ele pode sujar qualquer nome que você tivesse. Seus documentos de identificação não são nada diante de seu ego. O nome nada mais é que um código identificador. Mas seus atos são o referencial para preencher o ambiente vazio; seu vaso acumulador de pensamentos; a escotilha de entrada para o ser; o trono da alma.

Mas sou aquilo que faço?
Entre o ser e o que aparento ser, o indivíduo continua a moldar seu nome à sua imagem e semelhança.





A ânsia de voltar ao Éden.

5 comentários:

*** Cris *** disse...

OLá, td bem?
Apreciei muito seu texto,escrito de forma clara e inteligente um assunto que presenciamos todos os dias e que muitas vezes não prestamos na importância do fato.
Um grande abraço!

Laurennn disse...

Concordo plenamente, nós somos reconhecidos pelos nossos atos e não pelo nosso nome...
Muito bom o texto

Abraço ;)

Murillo Rodrigues disse...

happy birthday!...muito bom!!!....e ainda há os outros nomes que dividem esaço com os nomes oficiais...macabéios,gabirus....risos...muito bom!

André disse...

Acho que a subjetividade de cada pessoa é um complicado labirinto. O nome diz tudo? As ações dizem tudo? E quando acontece o inesperado? Insensata ação que você nunca esperaria de você com base em sua história. Quem somos realmente?
(Risos)
Apenas provocações.
Abraço

Alexandre Alves disse...

O inesperado complementa as ações que referenciam o nome; na verdade, tais atos apenas rotulam nossa casca, mas o inesperado é o que divulga o que realmente somos.

Provocações acolhidas com louvor rsrss.

Abraços.